Vídeo do dia

Das revoluções

Ainda sobre pós modernidade, uma pequena nota:

Parece que esta nossa geração (e a outra que está atrás da minha, 10 anos mais nova) não vivenciou o que as anteriores passaram: a intuição de que uma revolução alteraria os rumos das coisas e proporcionaria uma outra alternativa de vida, mais confortável e livre dos incômodos cotidianos.

O que ocorre é que as revoluções não existem, os ideiais se foram e só restou a individualidade. Estar sozinho pode representar a liberdade pura, mas cínica, de conviver em um mundo de interesses individuais. 

E isso, caros, assusta.

Dez tendências da comunicação pós moderna…

…que não deveriam existir. Elencadas não necessariamente em ordem de importância:

1 – Criativos que fazem coisas criativas e que me fazem pensar porque não havia pensado naquilo antes

2-  Geeks que fazem coisas interessantes e começam a descolar meninas bacanas (é a vingança dos nerds!)

3-  Bandas horrorosas que postam suas músicas na Internet e depois explodem entre a garotada

4- Posts bestas no Twitter, como “bom dia” e “vou dormir”

5- Notícias em profusão e pouco cérebro para assimilar tudo.

6- Notícias em profusão, sendo que mais de 50% deste conteúdo é inútil

7- Invasão total de privacidade e rastreamento de tudo o que você faz (inclusive você saber o que anda fazendo aquele seu ex-namorado, cara leitora)

8- Os gadgets cada vez mais sofisticados (Lacan explica)

9- Informação em demasia = falta de controle = desespero= isolamento

10- A tecnologia facilita o processo de comunicação descrito acima e os críticos desse ciclo fazem uso dela para se manifestar (o que aparentemente é  incoerente)

Tópicos sem inspiração

Em dias sem inspiração para posts, nada mais justo do que elencar 10 (não) assuntos que passam pela cabeça do blogueiro e que nunca serão desenvolvidos, porque, francamente, são bestas demais ou já estão esgotados. 

  • Falar sobre sustentabilidade, ONGs e como é importante preservar o planeta
  • Debater sobre o BBB 10 e questionar porque existe um participante chamado Dourado
  • Desenvolver uma tese sobre como as Sisters of Mercy foram percurssoras dos emos e do uso irrestrito de rivortil, anafranil e bupopriana
  • Expor a contradição do uso de tecnologias pelos nerds (e usar um blog para fazer isso)
  • Apresentar um ponto de vista sobre porque os anos 80 foram horríveis – e mesmo assim, ter gente que curte (basta ver aqueles tênis coloridos estranhos e ternos estilo Didi Mocó que circulam por aí)

Sem dúvida nenhuma

Fantasias de esquerda

É científico: historiadores, sociólogos das antigas, simpatizantes do Partido Verde, estudantes de cursos como jornalismo, antropologia e história no fundo trazem fantasias sexuais sofisticadas, baseadas em seus ídolos de esquerda. A partir de hoje, o blog expõe e analisa dois desses desejos e expandirá para outras análises posteriormente:

  • Fantasia Guerrilheira: comum entre mulheres, é estabelecida quando ela ( a moça) se veste de presa política de direita, enquanto ele (o moço) se traveste de guerrilheiro revolucionário e a tortura. Versões mais sofisticadas incluem a incorporação de Che Guevara, seguida do tradicional dizer ”Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.
  • Barba, bigode e (falta de) cabelo: comumente verificada nas sextas-feiras dos clubes de esquerda trotskista, ocorre quando do uso de máscaras com o cavanhaque do líder bolchevista no ato sexual por eles (meninos) e vestidos coloridos e bigodes (mais finos) no estilo Frida Kahlo, por elas.

Dia de mudança

"I live my life in the city and there's no easy way out".

Síndrome do Quíron. (Esse blog anda uma coisa meio auto-ajuda esses dias).

Mudar não é uma opção simples. Além de encarar a chance de adotar uma nova postura ou então um novo espaço para se viver, é também complicado admitir a hora de deixar certas coisas para trás. Livrar-se do desnecessário, seguir em frente. De fato, estamos tão conectados com nossas experiências que é complicado abrir mão de lembranças. Mais que isso, é quase impossível admitir o viver sem a existência sem as dores antigas. Possivelmente, isto é medo. Machucados novos não são bem vindos – já estamos bem contentes com nossas reclamações e situações habituais.

Resistência causa desconforto. Percebi isso ao ver fotos, cartas, revistas e caixas que já deveriam ter ido embora. No fim, joguei 90% no lixo. Sinal de boa vontade comigo mesmo e de que esse é um bom começo (ou término) para as coisas que não merecem mais atenção.

Serenidade

Transformações são processos dolorosos, mas que garantem certa serenidade. Assim, dirão alguns que o tempo é o maior amigo para se conquistar sabedoria, paz de espiríto etc. Não é verdade. Pessoas com 40, 50 anos, são passíveis ainda de sofrer com posturas tipicamente infantis. Homens formados criam figuras femininas inantigíveis e vivem da fantasia de atingí-las em algum momento. Mulheres almejam relacionamentos, filhos arianos, casamentos perfeitos, vestidos de noivas cintilantes.

O erro não está em desejar ou sonhar. Está em não fazer isso com os pés nos chão. Viver como em filmes de Fellini. A medida em que se aceita a necessidade de largar o osso da fantasia, as coisas se acertam. E se cresce a ponto de (até) dispensar o Rivotril.

"Ninguém falou que seria fácil. Agora, encare-se e dê o fora daqui"

Pode ser…

Sheilas rebolantes

Mais uma para a série dos posts estranhos.

Talvez em uma espécie de retrocesso ao ID freudiano – uma visita aos instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes -, lembrei-me das dançarinas do finado É o Tchan. Isso por causa das duas Sheilas no rebolado. Justiça seja feita, o derrière de ambas constituíam toda força criativa do grupo. Porque Jacaré, companheiro de dança das moças, convenhamos, deve ser considerado como a figura mais cool do axé: ele mexia os braços, dava seus pulinhos, mantinha aquele sorrisão matreiro, mas quem se matava mesmo eram as duas damas. A prova está abaixo.

No mais, como disse uma amiga, o Cumpadre Washington era a essência do niilismo musical: ele não tinha papel nenhum na banda. Zero. Apenas respirava (se muito). Para completar, o bigodudo Beto Jamaica constituía a parte militar do É o Tchan, ao estabelecer uma série de incentivos em forma de ordem para as moças. Frases como “rema, ordinária, rema” e “todo mundo remando na piroca havaiana” eram estimulantes para a constituição e manutenção do estilo musical saudável e estimulante do conjunto.

Impressionante é achar argumentos para justificar a presença de duas mulheres rebolando na frente de todo mundo. De repente, é a prova que Freud estava certo no seu lance de ID, Ego e Superego.

E fim de mais um post esquisito.

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